Vivendocidade


Consultório Sentimental

Criei esta área no blog, com o intuito de responder as dúvidas dos internautas. Não que receba muitas, mas justamente por tentar deixar este espaço com um aspecto mais humano.

Lucy

Pois então, me escreva! Basta postar um comentário ou enviar um e-mail para vivendocidade [at] gmail.com. Apenas vou reservar a identidade da pessoa (caso seja solicitado) e evitar palavras ou conteúdo obsceno. Fora isso, vale tudo. (as perguntas serão colocadas no site da maneira que recebemos, algumas tem um português horrível)

Jun 26, 2009 06:12 PM – Lucia Achei seu blog por acaso na net e gostaria de uma opinião sua já que se propôs a ajudar as pessoas dessa forma. Tenho tido uma amizade há algum tempo com alguém via internet.Conheci esse homem em um grupo de relacionamentos, mas ele mora longe de mim. No início era só amiade pura e simples, mas depois começamos a nos identificar mais e mais e findamos gostamos um do outro mesmo. Será que um relacionamento a distância daria certo? Ah! Achei super interessante seu poema sobre o tempo e até já escrevi algo parecido.

Olá, obrigado pelos comentários. Quanto à sua questão sentimental, antes de tudo tem que saber o que a levou se aproximar desta pessoa ou mesmo do tal grupo de relacionamentos, pois neste caso, a internet é apenas o veículo de aproximação. Se nos lembrarmos que em todos os momentos, somos apenas personagens daquilo que gostaríamos de mostrar ao mundo, é compreensível que vejamos nas pessoas exatamente aquilo que queremos, não sendo necessariamente, a realidade.
Eu sempre digo que quanto mais as pessoas afirmam que se conhecem via rede, menos elas se conhecem no mundo real, e todo relacionamento que acontece nestes moldes possui 50% de chance de se repetir aqui fora. Eu não sei dos detalhes, mas suponho que vocês devem seguir o caminho para um encontro real, sempre tendo em mente que as afinidades e semelhanças já vistas e conhecidas precisam ser todas reiniciadas e mais importante repetir sempre, a sua segurança sempre deverá vir em primeiro lugar. Nada de encontros escusos em lugares isolados ou coisas do tipo! Se vocês se gostam de verdade e honestidade, o tempo acaba sendo irrelevante.

Quanto ao sucesso de um relacionamento à distância. Bom, é complicado dar uma receita perfeita para que você consiga o que quer, até porque quando mais você precisar de atenção, carinho ou mesmo um cúmplice ao seu lado, ele não vai estar lá. Eu te pergunto? Seu sentimento é forte o bastante para aceitar esses riscos? Mesmo naqueles dias mais sombrios em que vocês não poderão sair correndo para um abraço que seja? Amar alguém e ser correspondido é ótimo e necessário, ainda mais quando todos os riscos que imaginamos existir forem perto de zero.

Lembre-se que o futuro é algo que ainda não foi escrito, é resultado das escolhas que fazemos hoje e que a cada uma delas, desencadeamos infinitas outras opções possíveis. Confie sempre em Deus, dentro da fé que possuir, que as respostas estão mais perto do que imagina!

Forte abraço
}ï{

Jul 16, 2008 07:06 PM – Flor É possível um casal que namorou a 14 anos atrás, e ficou 11 anos sem se ver, e depois desse tempo todo, se reencontrar e se apaixonar loucamente denovo ? Será que esse sentimento ficou guardado todo esse tempo, e agora que nos reencontramos ele aflorou ?

Sim, se o que houve entre vocês foi sincero e verdadeiro, se valeu a pena na época, porque não valer a pena hoje?

Jun 27, 2008 03:00 PM – Eliel Gonçalves Arruda Amigo, queria dividir meu drama!!
Tenho 25 anos e namorei com uma moça por 6 anos, atravessamos muitas coisas juntos, inclusive uma mudança de cidade, (ela morou 1 ano no Recife), depois um grave problema de saúde, enfim, reconheço que em todos esses anos dei mancadas, como ser muito grosso com ela, não a entender, odiar seus amigos e achar que somente eu poderia amá-la.
O nome dela é Amanda e ela trabalha em um Hospital aki de Sp, e terminou o namoro comigo, não comsigo viver sem ela, o que faço?????
Por favor me responda aki em seu blog.

Eu acredito em uma teoria chamada utilitarismo, que é um pensamento filosófico inglês do século XVIII que pode ser resumida na frase “Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar” (princípio do bem-estar máximo).
Dessa forma, pelo que escreveu, posso afirmar que o bem estar dela muitas vezes não estava a contento, não é? E ninguém passa por uma situação se esta não é lhe é boa.
Nós homens temos o grande defeito de se apaixonar pela companhia, por um momento, um gesto… E quando nos deparamos com a perda, imaginamos não sermos capazes de aguentar, como se não tivéssemos força suficiente para continuarmos. Isso é mentira!
Por outro lado, lute por ela, mostre que de alguma forma existe aí dentro alguém que é capaz de respeitá-la, confie em si mesmo.
Mas nunca se esqueça que alguém só é livre de verdade se tiver opção de escolha. Se não der, você saberá que ela vai estar bem, mesmo longe, e isso lhe será suficiente.

UPDATE: Eliel, seu endereço de email está devolvendo mensagens. Enquanto isso, segue a outra resposta:

Meu amigo, se você mesmo diz que não vale a pena lutar, porque então querer ser o super herói que poderá salvar o mundo?
Quero dizer, é muito ruim a sensação de perda, dói muito, tudo é motivo para desespero, sei disso.
Porém, mesmo que lhe seja difícil aceitar as vezes, você é mais importante. E o quê está fazendo para cuidar de você mesmo?
Nunca esqueça de duas coisas importantes: enquanto você se sentir uma esponja, ela não estará; e lute sim por ela, se você tiver certeza que valha a pena, senão não.
Muitas vezes a nossa salvação está muito próxima de nós.

Nov 3, 2007 11:24 PM — Amoreco Sou casada há quase 15 anos e estamos juntos há 16 anos. No início chegamos a ir ao motel 18 vezes num mês…e assim foi até que eu engravidei. Fomos obrigados a casar…para mim não foi problema pois eu queria, mas sua mãe exigia o aborto…cheguei a ir ao médico mas, mesmo que ele dissesse ser possível fazer eu não faria o aborto…já amava meu bebê, hoje com 14 anos. Fui humilhada pela minha sogra por ser pobre e acusada de dar o golpe do baú. Hoje eles estão pobres Engoli sapos demais, aguentei muitas coisas, fiz muita faxina, trabalhei 3 períodos, dei meu sangue pelo meu casamento…até o dia que descubro que meu marido está de paquera com uma colega da pós-graduação… Doeu tanto…achei que enfartaria naquele dia . Anos passaram…perdoei…Ele , lógico, jura que nao percebeu o flerte e que era só amizade… Até que minha sogra recebe o telefonema de uma “amiga” da época de faculdade e dar o telefone da nossa casa pra ela…prooooonto…era um caso mal resolvido do passado…foram quase 5 anos, ou mais de telefonemas…ele chegou a me humilhar, cheguei a ligar na casa dela, meu pai ligou, falou com seu pai, com sua mãe, e naaada dela desistir. Minha secretária aqui de casa me alertou que eram horas de telefone. As crianças me falavam…todos perturbados…conclusão: meu filho mais novo foi praticamente ameaçado por ele e a empregada demitida. . Deposi descubro que além dela haviam várias virtuais…e ele tinha codinomes diferentes para cada uma…e depois ele montou um site com fotos pornos… e uma vez pediu para nos fotografar e eu deixei, pedi que apagasse pois as crinaçs poderiam ver…ele colocou na internet. Sem nossos rostos mas sou eu lá…fiquei chocada… Não sou pudica, mas não concordo com tudo isso. Depois descobri que tinha um msn falso, com outro codinome para usar webcan e ver casais transando… Isso tudo, a começar pela primeira, foi matando o meu amor…fui ficando meio enojada, sem vontade de deixá-lo se satisfazer comigo…sem achar que ele merecesse que eu me entregasse…desse o que há de mais meu…só meu… E cada vez que o evitava ele ficava violento, não fisicamente, mas verbalmente, me ofendendo, até mesmo na frente das crianaças e eu, claro, acabava por revidar, mas me sentia mal por isso. Acabava se vingando até nas crianças e eu acabava indo pra cama com ele pra aliviar a tensão da casa… Chorava depois…mas ficava consolada pois ele mudava completamente de atitude, ficava dócil, fazia tudo pra mim até o dia em que eu tivesse que transar de novo e não quisesse… ai começava tudo novamente… Muito trabalho, fui engordando e minha auto estima foi baixando, perdi a graça pelas coisas passei a tomar fluoxetina, depois dobrei a dosagem, depiis tomei boletas para emagrecer, depois pra dormir…até que achei mais coisas e assim tornou-se num ciclo vicioso no qual estou no estágio onde ele diz que não fará mais…mas que fazia isso por não ter mulher em casa ( essa frase mesmo, acreditem) O que me preocupa é que eu não consigo sair dessa situação e estou engordando, ficando triste… Eu o amo…mas não sinto mais o mesmo respeito.. Será que se fossemos a um terapeuta de casais ajudaria, mas ele diz que terapeuta é pra louco…e que eu sou loouca…mas me diga: é possível ser normal diante de uma vida assim? Pior que ele não me dá a menor razão. E não tem por mim o respeito que eu gostaria. Até meus filhos estão sendo criados num clima de hostilidade… O pequeno ele chamou de imbecil e mentirosos quando soube que ele me contou um pedaço do que eu descobri depois e , diante da ameaça do pai disse: tem mais pra contar…sei de muito mais, quer que eu conte? E ele só tinah 10 anos nessa época…outro dia, com 11 anos peguei , no histórico da internet, ele acessando um site de sexo na internet… Normal não? Ele vai repitir as atitudes do pai…mas o pai diz que é coisa da idade e que eu tenho que aceitar… to ficando enojada. O mais velho diz que o pai é desequilibrado. Ambos me apoiaram em alugar uma apratamentinho até menorzinho que o nosso e largar o pai… isso me entristece, não sei qual a visão de mulher, de esposa e de casamento que vão levar para seus relacionamentos. O que devo fazer? Quero o melhor para os meus filhos…e que me respeitem e orgulhem-se de mim e aqui em casa sou muito sozinha…deixada de lado Sou bonita, inteligente e me apaguei depois da primeira gravidez. Tudo que faço não tem graça, não tenho vontade de trabalhar e às vezes peço à Deus que me arrume um câncer só pra que eles vejam o que pode ser perder uma pessoa como eu…Estou sem perspectiva…será que não é melhor me separar? Obrigada

Pelo que entendi, o que te fez/faz gostar dele já não existe mais, pelo menos não da forma como um dia lhe aconteceu. O mais importante é sempre se lembrar que seu bem mais precioso são as crianças, que acho já se envolveram demais, não é mesmo? Mesmo que diga que ame, será que para você o príncipe não virou sapo? E para ele, a princesa não se tornou bruxa? Uma vez que se perde a confiança, o respeito, como reaver? Veja bem, não estou aqui como o senhor da verdade para julgar quem errou mais ou acertou de menos, mas você precisa ter em mente até que ponto deseja deixar de ser feliz e coisas do tipo. Fugir, seja morrendo ou correndo para bem longe não faz os problemas sumirem, já ouviu isso? Você confia nos seus amigos verdadeiros, sua família? Mais que eu ou outra pessoa, de várias formas, eles podem cuidar de você, te carregar no colo inclusive. Tenho certeza que para as crianças, você é a melhor heroína que existe, mas será que você também se sente assim? Acho que é muita ignorância que uma pessoa possa nos permitir ou proibir algo que queremos, ou gostamos de fazer. O que você faz para si que realmente gosta? Não seria hora de pensar também nisso? A gente vive de exemplos e experiências, nossas e de outros, isso é chamado de empirismo, e assim, tão somente assim, é que evoluímos e nos tornamos pessoas melhores. Não tenha medo de tentar, as vezes a salvação está mais perto do que parece.


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