Vivendocidade


Cotidiano Nacional
Quarta-feira, 30 Setembro 2009, 11:08 am
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Eu sou Alexandre Carvalho, crítico e jornalista amador, responsável pelo Cotidiano Nacional e agora colunista do Vivendocidade.

Fui convidado por Carlos Correa para escrever semanalmente no Vivendocidade para tratar de assuntos envolvendo a política nacional. As colunas serão publicadas sempre às sextas-feiras.

O momento é bastante propício já que estamos às vésperas das eleições presidenciais, uma das quais eu considero as mais importantes para o futuro do país, principalmente dada a demora na mudança da mentalidade de políticos e eleitores. O tiro não pode mais sair pela culatra.

Espero que o leitor possa aproveitar ao máximo sua leitura e desde já deixo um canal aberto para debates e discussões.



Consultório Sentimental: faça como a Lúcia!
Segunda-feira, 29 Junho 2009, 11:32 am
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Vocês devem ter visto aqui do lado esquerdo, uma página chamada “Consultório Sentimental”, mas o que é isso afinal?

Lucy

Este espaço foi criado há pouco mais de um ano, com o intuito de responder as dúvidas dos visitantes e leitores deste blog, criar um diálogo entre todos vocês, e nós da equipe do vivendocidade, pois viver em qualquer cidade, como São Paulo, Curitiba, Paris, New York e outras pode ser uma experiência um tanto solitária e desesperadora e alguns momentos.

Nesta edição, publicamos a resposta da Lúcia, que pode ser lida diretamente na página ao lado, assim como mais adiante.

Faça como ela, e se divirta!

Jun 26, 2009 06:12 PM – Lucia Achei seu blog por acaso na net e gostaria de uma opinião sua já que se propôs a ajudar as pessoas dessa forma. Tenho tido uma amizade há algum tempo com alguém via internet.Conheci esse homem em um grupo de relacionamentos, mas ele mora longe de mim. No início era só amiade pura e simples, mas depois começamos a nos identificar mais e mais e findamos gostamos um do outro mesmo. Será que um relacionamento a distância daria certo? Ah! Achei super interessante seu poema sobre o tempo e até já escrevi algo parecido.

Olá, obrigado pelos comentários. Quanto à sua questão sentimental, antes de tudo tem que saber o que a levou se aproximar desta pessoa ou mesmo do tal grupo de relacionamentos, pois neste caso, a internet é apenas o veículo de aproximação. Se nos lembrarmos que em todos os momentos, somos apenas personagens daquilo que gostaríamos de mostrar ao mundo, é compreensível que vejamos nas pessoas exatamente aquilo que queremos, não sendo necessariamente, a realidade.
Eu sempre digo que quanto mais as pessoas afirmam que se conhecem via rede, menos elas se conhecem no mundo real, e todo relacionamento que acontece nestes moldes possui 50% de chance de se repetir aqui fora. Eu não sei dos detalhes, mas suponho que vocês devem seguir o caminho para um encontro real, sempre tendo em mente que as afinidades e semelhanças já vistas e conhecidas precisam ser todas reiniciadas e mais importante repetir sempre, a sua segurança sempre deverá vir em primeiro lugar. Nada de encontros escusos em lugares isolados ou coisas do tipo! Se vocês se gostam de verdade e honestidade, o tempo acaba sendo irrelevante.

Quanto ao sucesso de um relacionamento à distância. Bom, é complicado dar uma receita perfeita para que você consiga o que quer, até porque quando mais você precisar de atenção, carinho ou mesmo um cúmplice ao seu lado, ele não vai estar lá. Eu te pergunto? Seu sentimento é forte o bastante para aceitar esses riscos? Mesmo naqueles dias mais sombrios em que vocês não poderão sair correndo para um abraço que seja? Amar alguém e ser correspondido é ótimo e necessário, ainda mais quando todos os riscos que imaginamos existir forem perto de zero.

Lembre-se que o futuro é algo que ainda não foi escrito, é resultado das escolhas que fazemos hoje e que a cada uma delas, desencadeamos infinitas outras opções possíveis. Confie sempre em Deus, dentro da fé que possuir, que as respostas estão mais perto do que imagina!

Forte abraço
}ï{



Consequências da Masturbação
Sexta-Feira, 5 Junho 2009, 11:50 am
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Ainda bem que eu nasci 136 anos depois…

masturbacao11

(clique na imagem para aumentar)

Tradução (a partir do francês, que é mais dramático)

01: Ele era tão jovem e bonito; a esperança de sua mãe…
02: Ele foi corrompido… logo transportará a pena de sua culpa ao longo dos anos… se sentirá pesado…
03: Um incêndio engolia seu ventre; e sofre de dores estomacais horríveis…
04: Ver aqueles olhos outrora tão puros, tão brilhantes, eles não mais existem! Uma chama os circunda.
05: Deixou de andar… suas pernas a falhar…
06: Pesadelos a atormentar-lhe o sono…  não pode dormir…
07: Seus dentes se estragaram e caíram…
08: Inflama-lhe o peito… ele cospe sangue…
09: Seus cabelos, tão bonitos, caem como na velhisse; sua cabeça vai ficando vazia…
10: Ele tem fome; quer comer; os alimentos não ficam em seu estômago…
11: Seu peito desmorona… ele vomita sangue…
12: Seu corpo inteiro fica coberto com pústulas… é horrível de se ver!
13: A frebre oconsome lentamente, ele sente: todo seu corpo queima…
14: Seu corpo inteiro fica inutilizado… seus membros deixam de agir…
15: Ele delira; luta contra a morte; mas ela é mais forte…
16: Com 17 anos, ele definha em tormentos horríveis.

“The Fatal Consequences of Masturbation.” (As Consequências Fatais da Marsturbação)
Do Le Livre sans titre ( O livro que não possui título),
2ª edição, Paris, 1844.

Você também tem um amigo pervertido? (NSFW)



Camisa do Palmeiras. Vazou!
Quinta-feira, 4 Junho 2009, 9:09 am
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Como bom palmeirense, estou ansioso com a coletiva de imprensa que acontecerá mais tarde hoje. Dentre outros assuntos, está progamado o lançamento da versão 2009/2010 do nosso manto sagrado. Nos últimos dias inclusive, circularam várias suposições e mookups de como seria o layout básico.

Nesta madrugada entretanto, circulou na mídia palestrina algumas fotos de um suposto vazamento, de como seriam(-ão) as novas combinações:

Eis as fotos:

manto0910_verde_frente

manto0910_verde_costas

manto0910_branca_frente

manto0910_branca_costas

O que eu achei de positivo:

- A combinação do logotipo da FastShop no contexto das mangas;
- O tom do verde (o flash não ajuda, mas é o mesmo da atual, escuro);
- As faixas da Adidas mais curtas;
- A gola olímpica da Branca.

O que eu achei de negativo:

- A gola da Verde;
- Os excessivos detalhes em branco;
- A fonte utilizada nos números (mas a cruz de savóia no centro da Verde ficou show);
- O abandono do terceiro uniforme.

Ainda não vou comentar dos detalhes em vermelho, mas imagino que são bem vindos pelos paulistanos da comunidade italiana.

E você o que achou?

Vi antes no Mondo Palmeiras, Maglia Verde e Minhas Camisas.



A noite deixou de ser escura!
Quinta-feira, 28 Maio 2009, 2:41 pm
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Comentários do Sr. RobertNaja, para o site Blitz, sobre o álbum Dark Was The Night, escrito em 07 de Março de 2009

dark-was-the-night

“Peço desculpa por fazer isto, mas vou fazer na mesma, que é repetir o meu comentário em dois artigos diferentes.

Mas a verdade é que quando comentei o outro, não vi que já existia esta mini-review no site a “Dark Was the Night” e recuso-me a ver este artigo sem quaisquer comentários. Por isso, cá vai:

Normalmente associamos os discos de solidariedade a uma espécie de “biscate artístico” dos músicos: compilações cujas canções são quase enfiadas a martelo e onde existe sempre aquela música do “vamos todos juntos gravar uma canção!”. No fundo, o conceito do “Live Aid” acabou por se tornar um cliché…

Mas eis que chega “Dark Was the Night”. Em que é que se distingue? Além do lote de músicos absolutamente fantástico, distingue-se pela seriedade com que é feito. Não há cá músicas para encher chouriços nem “ajudem os pobrezinhos”. Há sim um conjuntos de músicos e bandas que se reuniram e fizeram uma série de canções absolutamente fantásticas.

Favoritas? Muitas, felizmente.

O groove rock dos Spoon em “Well-Alright”.
Os Arcade Fire mais políticos que nunca em “Lenin”.
My Brightest Diamond numa versão épica de “Feeling Good” de Nina Simone.
Uma secção de sopros a acompanhar os The National de volta em “So Far Around the Bend”.
A absolutamente emocionante “Big red Machine” com os acordes fantásticos de Dessner e a arrepiante voz de Justin Vernon (aka Bon Iver).
Cat Power em formato blues em “Amazing Grace”
Antony a tornar sua a música de Dylan “I Was Young When I Left You”, acompanhado pelo outro irmão Dessner.
Sufjan Stevens inconfundível em “You Are the Blood”.
Sete minutos de Decemberists em “Sleepless”.
A agridoce voz de Feist em “Service Bell”.

E tantas, tantas outras!!!

Este é claramente um disco raro nos dias que correm. Parece existir procura sem publicidade nenhuma. Pelo menos, até agora, as únicas referências que ouvi a este álbum em Portugal foi na Radar e aquele mini-artigo na Blitz. Aproveito e faço off-topic: estou-me a borrifar que vocês metam as notícias que quiserem no fórum. Mas ao menos na revista pela qual pago 2,5€, não era má ideia desenvolverem um texto maior sobre um disco ao qual atribuem 5 estrelas. Provavelmente o álbum da Lily Allen não mereceria aquele destaque todo…Mas voltando ao que interessa:
Se existe procura, é porque isto é realmente um “dream-team” não apenas do indie, mas da música que se fez durante a década de 00. Alguns dos álbuns mais bem feitos nesta década foram feitos por pessoas que participam neste álbum!

Muita gente tem perguntado: “o que é que simboliza a década de 00″? Ou “o que é caracteriza esta década?”.

Eu afirmo aqui: se tiver que mostrar a alguém como era a música em 00, pegarei neste álbum e direi que ele é um símbolo da boa música que se fez esta década!!

E no fundo este álbum acaba por conseguir cumprir dois objectivos:

- alertar e ajudar se combater um dos flagelos deste e do passado século;
- servir como símbolo duma geração de músicos geniais.

A noite era realmente escura, mas este álbum iluminou-a!!!”



Um Culto aos Zapotecas
Segunda-feira, 26 Janeiro 2009, 11:39 am
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Acabo de ouvir o mais recente trabalho do aclamado Tintin do indie Americano, Zach Condon e sua trupe Beirut, o duplo-single “March of the Zapotec“, com as experiências de um tour pela região de Oaxaca, no México, e “Holland“, de viés mais eletrônico pré-Beirut, quando ainda se chamavam “Realpeople”.

beirut121007_w2

A primeira metade pode ser facilmente confundida com um pôr-do-sol, e certamente deveria ser considerada como trilha sonora para algum filme mexicano. Com objetivo de voltar às suas origens do Novo México, Condon e sua banda viajam para uma pequena aldeia zapoteca em Oaxaca (México) e, com a ajuda de tradutores, escrevem suas 6 novas faixas.

E como se fosse um cartão postal mexicano, as músicas são cheias do folclore mexicano de culto aos mortos, onde cantam-se a os que foram para celebrar a vida. Inclusive, conta-se que álbuns músicos de grupos locais tiveram participação na instrumentação.

Se Gulag teve como inspiração os filmes de Emir Kusturica e Flying Club existe somente num globo de neve de Jacques Demy-Monde, Zapotech soa mais como uma versão latina do “Viajem a Darjeeling“, de Wes Anderson, na qual três irmãos que não se falam há um ano decidem realizar uma viagem de trem pelo interior Índia, na intenção de acabar com a barreira existente entre eles e também para auto-conhecimento, resultando em um trabalho muito original e sarcástico.

Na segunda parte, chamada Holland, e creditada a “Realpeople” (que por sinal o trabalho anterior de Condon), temos um som mais eletrônico metalizado, com bons e inteligentes arranjos, o que resulta em uma viagem ao passado oitentista de sua própria infância. É como se estivéssemos ao lado daquele que: ao mesmo tempo em que passa horas jogando Enduro no Atari, também tem coragem para juntar sua mesada para pagar alguns momentos com uma prostituta francesa. Esse disco foi totalmente gravado em sua casa, nos EUA.

No Brasil, Beirut ficou mais conhecido através da minissérie Capitu, baseada no Dom Casmurro de Machado de Assis, com Elephant Gun como tema principal de Bento & Capitu.

Set-list:

March of the Zapotec

1. “El Zocalo”
2. “La Llorona”
3. “My Wife”
4. “The Akara”
5. “On a Bayonet”
6. “The Shrew”

Holland

1. “My Night with the Prostitute from Marseille”
2. “My Wife, Lost in the Wild”
3. “Venice”
4. “The Concubine”
5. “No Dice”

Avaliação:



Nasceu æiou
Domingo, 24 Agosto 2008, 11:54 am
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Na briga pela preferência dos usuários de telefonia celular, nessas últimas semanas vimos surgir mais uma operadora, a æiou, que além do nome, se diferencia principalmente pelos preços praticados em seus serviços.
Claro que nem tudo são flores, por isso foram disponibilizados inicialmente 10.000 chips para beta teste, e ontem (23/ago) recebi o meu.
Levantei alguns pontos dessa experiência, com a nota entre parêntesis:

Site (7,5)
É diferencial dessa operadora, o uso maciço das ferramentas web para divulgação e contato com seus clientes. Dessa forma, o portal atende àquilo que é proposto, exceto que é totalmente compatível com Internet Explorer! E nós usuários do Mozila Firefox, como ficamos?
Também é importante ressaltar que se você, assim como eu, é usuário de Linux, esqueça. Todos sabemos que Flash e Linux não são melhores amigos.
Aqui no laboratório 1, adotei a solução de usar o ie4linux, voltado a criar o ambiente do IE6 para desenvolvedores em ambiente Linux. Até agora tem funcionado a contento.

Atendimento (9,0)
A única vez em que precisei conversar com os caras, bem antes do meu kit chegar, atenderam ao primeiro toque, e pasmem, direto com o funcionário. Nada de gravação, música de espera, nada de tecle a ‘fórmula da molécula de cafeína‘ para ser atendido. Assim, pá-pum!
Após a confirmação dos meu dados, o rapaz respondeu exatamente o que queria saber. Resta saber se eles vão sustentar essa prática à medida que o universo de usuários crescer, etc.

Rede (5,0)
Aí é que a porca torce o rabo, porque simplesmente não foi possível usar 100% da capacidade da linha. Nos testes, usando mais de um aparelho, o sinal ficou em torno de 20% a 30%, chegando a picos de 45%. Nos lugares cobertos a recepção foi sofrível. Tanto que fui obrigado a estar sempre com minha linha pessoal, caso precisasse. Também por esse ‘problema’ minha bateria perdeu boa parte do seu rendimento normal. Uma vez que o aparelho tenta buscar a melhor recepção, aumenta também o consumo.
Também não consegui, nem com reza brava, enviar e/ou receber mensagens SMS. Nem pelo site (talvez pelos problemas descritos acima). Assim que criar vergonha na cara, informo o andamento dessa solicitação junto ao suporte.

Preço (10)
Se no meu plano Claro Estilo 200, eu pago R$ 0,52/minuto (na Tim, o valor no pré é de R$ 0,79/minuto para favoritos) para falar com celulares da mesma operadora, aqui meu custo ficou em R$ 0,14/minuto. O valor cai para R$ 0,07/minuto, se eu cadastrar o outro número æiou como favorito.
Não preciso dizer mais nada, não é?
Segue uma tabela dos preços praticados e o equivalente no mercado:

Celular para celular na mesma operadora
æiou: R$ 0,14/min
Claro Toda Hora: R$ 1,39/min
Tim Meu Jeito: R$ 1,36/mim

Celular para celular de outra operadora
æiou: R$ 0,63/min
Claro Toda Hora: R$ 1,39/min
Tim Meu Jeito: R$ 1,36/mim

Celular para fixo
æiou: R$ 0,28/min
Claro Toda Hora: R$ 1,39/min
Tim Meu Jeito: R$ 1,36/mim

Proposta (10)
A experiência na essência, é ótima. E imagino que vá ficar melhor quando tivermos a tão sonhada portabilidade numérica. Na economia de mercado em que vivemos, temos sempre que buscar os serviços que melhor nos atendem, pelo menor custo possível. Nesse contexto e até agora, o saldo é positivo.

Média final: 8,3

Para quem quiser acompanhar os beta testes, basta me seguir pelo twitter, ou a tag #aeiou.

OBS: Os testes foram realizados nos bairros de Vila Medeiros, Santana e Pompéia, na cidade de São Paulo, em diversos horários do dia e da noite. Os aparelhos utilizados foram o Nokia N95 clássico, e o Motorola F3 ‘motofone’.



Caruso, por Chico Buarque
Sexta-Feira, 1 Agosto 2008, 4:34 pm
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Tem dias que a gente se sente assim… Não tem uma explicação

Caruso


Se todos os astros do mundo num certo momento caíssem no chão
Toda uma série de estrelas, de poeira descarregada dos céus
Mas os céus sem os teus olhos já não brilharão.
Se todos os homens do mundo levantassem a cabeça
E saíssem voando, sem explicação
Sem a sua bagunça, seu doloroso barulho
Não pulsaria a terra, pobre coração.
Me falta sempre um elástico pra segurar as calças
De modo que as calças no momento mais belo me caem no chão.
Como um sonho acabado, talvez um sonho importante
Um amigo traído, eu também já fui traído, mas isso é outra canção.
No escuro do céu, cabeças brancas peladas
As nossas palavras se movem cansadas, balbuciamos em vão
Mas eu tenho gana de falar, de ficar escutando.
Fazer papel de bobo, seguir fazendo tudo o que me der na telha, ou não
Ah! felicidade
Em que vagão de trem noturno viajarás
Eu sei que passarás
Mas como estás com pressa não paras jamais
Seria o caso de nadar, sem esquentar a cabeça
Deixar-se levar pra dentro de dois olhos grandes
Azuis ou não
E no afã de libertá-los
Atravessar um mar medieval, enfrentar um dragão estrábico
Mas dragões, oh, baby, já não existirão
Talvez por isso os sonhos são assim pálidos, brancos
E exaustos se rebatem através das antenas de televisão
E voltam pra nossas casas trazidos por senhores elegantes
Latrinas falantes, todo mundo aplaudindo, não querendo mais não
Porém se este mundo é mera cartolina
Então pra sermos felizes, bastaria um nada
Bastaria um fio de música, quiçá
Ou não seria o caso de tentar fechar os olhos
Mas assim que fecharmos os olhos, quem sabe o que será
Ah! felicidade…



Quem está do outro lado do cabo (de rede)
Quinta-feira, 31 Julho 2008, 4:23 pm
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Provavelmente devo ser a pessoa mais idiota do mundo, não sei.
Posso fazer essa afirmação não só pelas cacetadas que a vida teima em oferecer, mas também por situações, como essa que vou narrar:
Eis que recebo no meu e-mail particular uma mensagem de um desconhecido, informando que eu precisava imprimir e pagar o boleto anexo, cerca de R$ 900,00. Que se tratava de uma negociação com uma tal empresa ou algo do tipo.
Até aí, uma pessoa mais atenta tem duas opções: supor que seja spam e deletar a mensagem, ou responder a mesma, informando que se tratou de um equívoco coisa e tal.
Eu sou muito criterioso com esses assuntos, mas também sei a dificuldade que algumas pessoas têm de digitar e-mails parecidos, ainda mais porque o GMail não reconhece caracteres especiais, como ponto, traço e similares.
Então, nada mais correto do que responder ao rementente, coisa que fiz depois do recebimento.
Segue a mensagem recebida:

From: <remetente>
Date: 2008/6/30
Subject: Boletos
To: Carlos Correa

negociação Claro / Hidrovector Bombas e Equip. ltda

———- Forwarded message ———-
From: <deletado>
Date: 2008/6/30
Subject: Boletos
To:<remetente>

Conforme contato telefônico, estamos lhe enviando um Boleto Bancário para pagamento Claro.

Caso o(a) Sr(a) tenha alguma dúvida tratar com: <deletado>, através no número: <deletado> (de um telefone fixo), ou <deletado> (de qualquer telefone)

Cliente: HIDROVECTOR BOMBAS E EQUIPAMENTOS LTDA
Código: 432818 – AT
Acordo: 140288
Parcela: 2/10

E a minha resposta:

From: Carlos Correa
Date: 2008/6/30
Subject: Boletos
To:<remetente>

Olá,

Provavelmente eu não sou a pessoa destinatária deste email… Por favor veja se digitou o endereço corretamente.

Grato
carlos

Acontece que normalmente não recebo resposta, se realmente for erro de digitação, as pessoas simplesmente ignoram. Não costumo receber agradecimentos. E nem preciso.
Só que dessa vez, o remetente insistiu no erro, como podem ver:

From: <rementente>
Date: 2008/6/30
Subject: Boletos
To: Carlos Correa

Sobre o assunto da Claro , do agente <deletado>

E minha resposta, agora não tão formal ou simpática (como deveria de ser…):

From: Carlos Correa
Date: 2008/6/30
Subject: Boletos
To:<remetente>

Vou tentar de novo…

Eu não te conheço, não faço idéia de quem seja <deletado>. Muito menos sei que empresa é essa tal de Hidrovector, e não sei do que se trata o assunto da Claro.

Presta atenção que estou fazendo a gentileza de te informar que você está digitando o endereço de email errado.

Provavelmente deve ser um parecido.

Só que eu não esperava nunca, essa resposta:

From: <remetente>
Date: 2008/6/30
Subject: Boletos
To: Carlos Correa

Desculpa amigo , eu sou cego , uso em brailer

Essa pessoa provavelmente está usando este equipamento ou algum parecido.
Não tive coragem para mais uma réplica…



Pensando bem
Terça-feira, 29 Julho 2008, 4:16 pm
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Definitivamente as coisas seriam muito diferentes se conseguíssemos multiplicar os poucos amigos que temos em muitas pessoas.

Assim teríamos uma multidão de…

Pensando bem, acho que se fosse assim, seria tudo muito chato.