Vivendocidade


Cotidiano Nacional
Quarta-feira, 30 Setembro 2009, 11:08 am
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Eu sou Alexandre Carvalho, crítico e jornalista amador, responsável pelo Cotidiano Nacional e agora colunista do Vivendocidade.

Fui convidado por Carlos Correa para escrever semanalmente no Vivendocidade para tratar de assuntos envolvendo a política nacional. As colunas serão publicadas sempre às sextas-feiras.

O momento é bastante propício já que estamos às vésperas das eleições presidenciais, uma das quais eu considero as mais importantes para o futuro do país, principalmente dada a demora na mudança da mentalidade de políticos e eleitores. O tiro não pode mais sair pela culatra.

Espero que o leitor possa aproveitar ao máximo sua leitura e desde já deixo um canal aberto para debates e discussões.



A busca incessante por aceitação
Quarta-feira, 30 Setembro 2009, 10:24 am
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Vivencidadear, ou seja, fazer parte, somar e deixar sua marca em uma cidade, seja ela qual for, mas em especial as metrópoles é antes de tudo um exercício de paciência. Somos cobrados todo o tempo por coisas que desejamos, por coisas que não desejamos, pelas que fazemos e pelas que não temos nem ideia de que existam.

A quantos de nós nunca foi oferecido para experimentar aquele cigarro, um copo de qualquer coisa, só para “estar na moda”, ou “fazer parte da turma”? Acho que todos, não?

Mas aí é que se separam os homens (e mulheres) das crianças.

Pois ao mesmo tempo em que as ofertas são muitas, é princípio básico da pessoa comparar se este objeto está de acordo com o que acredita, deseja e sobretudo, gosta.

(mas digo logo: tome uma decisão, seja qual for, e defenda-a como se sua vida dependesse disso)

O exemplo clássico que posso citar aqui é o da turma que sai para uma balada e leva consigo aquele amigo (ou amiga) introvertido (recém solteiros também) e por que não? Nerd.

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(a partir deste ponto, os fatos não se baseiam na realidade deste que escreve; ou não)

Mas é quase sempre assim, levam alguém que não quer ir para um lugar que não é seu habitat natural, e lá pelas tantas, enchem seu estômago de qualquer coisa de combustão espontânea e o empurram para alguém que talvez lhe deu bola.

Já sabemos no que vai dar, certo?

Por outro lado, não é o objetivo criticar amigos e intenções verdadeiras, mas a cada qual seu tempo e sua vontade, não?

No final das contas, tudo não tem que passar de uma grande diversão.



Onde?
Quinta-feira, 24 Setembro 2009, 4:30 pm
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Perfeitos somos não
Porque fazemos chorar
Porque fazemos magoar
Porque fazemos perder

Como se numa novela
A cada capítulo uma dor
Sem final feliz
Sem trilha sonora

Somente pelos cantos
Os meus soluços

Onde você está
Que não aqui comigo?



O brilho eterno de uma mente sem lembranças
Quarta-feira, 9 Setembro 2009, 3:24 pm
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“-Estamos tão longe… – suspirou.
-De onde?
-De nós mesmos.”
(Gabriel Garcia Márquez / Do Amor e Outros Demônios)

spotless

- Quer um drinque ou algo?
- Você tem uísque?
- Desculpe, pensei que tinha mais…

“A única maneira para fazer as pessoas gostarem dela, que a Clem pensa, é transando, ou pelo menos demonstrar, na frente deles, uma possibilidade de transar. E ela é tão desesperada e insegura que, cedo ou tarde, ela vai transar com todos”.

- Eu não faço isso.
- Eu não pensaria isso de você.
- Porque não faço isso.
- Eu sei!
- Me machuca você ter dito isso, porque eu não faço isso.
- Sinto muito.
- Sinto muito sobre tudo isso. Eu vou… embora. Estou meio confusa. Acho que eu não deveria estar aqui.
- Adeus.
- Adeus.
- Foi bom conhecer você.

“Mas eu não conheço ela. Que desperdício passar tanto tempo com alguém, só para descobrir que ela é uma estranha”.

- Espere!
- O quê?
- Eu não sei.
- O que você quer, Joel?
- Apenas espere!
- Eu não sei. Quero que espere por…só um pouco.
- Tudo bem.
- Sério?
- Não sou um conceito, Joel. Sou apenas uma garota ferrada procurando pela própria paz de espírito. Eu não sou perfeita.
- Eu não consigo ver nada que não goste em você. Eu não consigo.
- Mas você vai ver! Sabe, você vai pensar nas coisas. E eu vou me entediar com você e me sentir encurralada, porque é isso o que acontece comigo.
- Tudo bem…
- Tudo bem?
- Tudo bem!
- Tudo bem.

Mude o seu coração
Olhe a sua volta
Mude o seu coração
Você vai se impressionar
Agora, eu preciso do seu amor
Como o brilho do sol
E todos têm que aprender um dia
Todos têm que aprender um dia
Todos têm que aprender um dia
Todos têm que aprender um dia

Acabei de assistir esse filme: “Eternal Sunshine of the Spotless Mind”. Ele acaba com o diálogo reproduzido acima.
Eu não tenho nada a acrescentar depois disso.

E nem eu, Rubis… Que Mondo que você tem hein?