Arquivado em: Blog | Tags: análise, closer, jude law, julia roberts, natalie portman
Esses dias fui comparado com o Dan, personagem de Closer (interpretado pelo ator inglês Jude Law).
A princípio nem dei muito importância à esse fato, uma vez que assisti esse filme há algum tempo (mesmo considerando-o um dos melhores já feitos).
Para quem não se lembra, Dan Woolf é aquele “escritor fracassado que ganha a vida escrevendo obituários para um jornal”.
Bom, aí que a coisa muda, não é mesmo?
Primeiro que não me considero um escritor. Esses são aqueles que vivem disso e são reconhecidos como tal, independentemente se produzem uma literatura boa ou não. (toma essa Paulo Coelho!)
Não é o meu caso, que diga-se estou ótimo na profissão que escolhi.
Outra coisa que não sou é fracassado. Mesmo que algumas pessoas chatas do passado, mesmo se passando por outros, vez ou outra me enviem comentários singelos do tipo:
“Meu, quem vc pensa que é, um crítico?
Vc não passa de um pobre coitado sem ninguém que mora no JB.Se enxerga!”
Esse, assim como os anteriores, se você autor(a) não sabe, primeiro que é uma mula, segundo eu tenho como saber até o número de série do micro que você utilizou.
Mas voltando ao filme/personagem…
Li em algum lugar que ele “busca a cada esquina um amor para toda vida, e mesmo que encontre, nunca deixa de procurar”.
É o que vemos no filme, pois cerca de um ano depois de se conhecerem (Alice [Natalie Portman] e Dan), publica um livro baseado na vida desta, com um relativo sucesso diga-se. Logo em seguida conhece a fotógrafa Anna (Julia Roberts) com quem acaba tendo um affair que se transformaria em caso somente após outro ano, na exibição das fotos de Anna.
O que aconteceu? Simplesmente, o amor para toda vida dele deixou de ser uma para ser a outra. Quase como se sua busca incessante, o seu desejo máximo, fosse simplesmente ele mesmo.
Vejam como é o último diálogo deles no filme:
- Aonde vai?
- Cigarros.
- Mas está tudo fechado.
- Vou ao terminal.
- Quando eu voltar, por favor, fale a verdade.
- Por quê?
- Porque estou viciado nela.
- Porque sem ela somos animais… Confie em mim.
- Não te amo mais.
- Desde quando?
- Agora.
- Eu não quero mentir… Não posso contar a verdade, então, está tudo acabado.
- Não importa. Eu te amo. Nada importa.
- Tarde demais. Eu não te amo mais…
…Adeus.
Complicado, não?
Definitivamente, tudo o que não preciso neste momento, é que me analisem…
2 Comentários até o momento
Deixe um comentário
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>


FABULOSO!!!
Comentário por aletambianchi Quinta-feira, 4 Setembro 2008 @ 10:20 amAproveitando…quem disse que morar no JB é sinônimo de burrice ou vergonha?
Tenho orgulho, pois foi lá que cresci e olha, burrice nao está no lugar…definitivamente.
Está bem na cabecinha oca de quem perde o rico tempo escrevendo comentarios vazios e agressivos.
Sabe o que é? dor de cotovelo faz essas coisas mesmo! ou será arrependimento por ter trocado o inteligente e sensível, pelo trash?
ts ts ts….
[...] lontraboi em Purple Violets: iTunes também…Davi em Envelope de Origamialetambianchi em Não te escuto maisAle em Mãe, tô na Globo!patricia em TURMA DA MÔNICA JOVEM: [...]
Pingback por Seja Feliz « Vivendocidade Quarta-feira, 17 Setembro 2008 @ 11:22 am