Vivendocidade


Souffrance à la Tablette
Quinta-feira, 3 Julho 2008, 4:31 pm
Arquivado em: Literatura | Etiquetas: , , ,

Escrevi este texto em cerca de 10 ou 15 minutos, num dia de julho de 2002.

Acho que nesse dia tinha estourado algum, dos muitos problemas, que aconteceram naquela época no meu antigo emprego. Lembro que me sentava em ao Cláudio, que é meu amigo até hoje, e conversávamos algo que já me esqueci. Ele quem me incentivou a escrever este microconto, só não sabia do tema…


SOUFFRANCE À LA TABLETTE

As últimas horas de meu tumultuado velório, e posterior enterro foram estranhas, a começar pela falta de sentimentos que os presentes estavam demonstrando sobre meu corpo, este nem estava posto em um caixão, mas em um caixote, daqueles usados em feiras livres, mas de tamanho maior, de forma que se adaptasse quase perfeitamente ao meu corpo. Entendo que a situação financeira de minha família fosse pequena, mas bem que poderiam fazem mais algumas dívidas e me dar um fim de vida um pouco mais decente…

Tudo bem, eu não fui mesmo uma pessoa boa em vida, e talvez aquilo tudo se justificasse, no fundo percebi que somente alguns vagabundos, com quem passei meus últimos dias, sentiam minha falta. A dor escrita por extenso em seus rostos marcados pelo sofrimento de suas vidas talvez fosse a única maneira de expressarem seus sentimentos e emoções, e era suficiente.

Enquanto tentava perceber tudo isso, nem notei quando um de meus “queridos” parentes tirava uma caneta e um papel do bolso, demonstrando um certo desconforto e começou a preparar o que seria meu epitáfio, já que uma outra pessoa com formão e marreta em mãos esperava pelo papel ansiosamente. Durante esses acontecimentos todos, nem percebi que tinha voltado no tempo e revi minha infância, fazendo as mesmas estripulias de sempre e minha mãe correndo com a chaleira do café para me bater…

Não sei se fiquei feliz, ou triste, só sei que ao rever aquele pequeno mundo, percebi quanto era importante os nossos jogos com bola de meia, bolinhas de gude, pião, soltar pipas, beijar as meninas, caçar grilos… Aquelas amizades tinham um valor muito grande, e com o tempo nem notei, mas elas tinham sumido. Por isso minha surpresa ao rever essas lembranças e um certo desconforto ao senti-las.

Permaneci em silêncio, tentando manter aquele momento imaculado, único. Vi meu pai chegando do serviço, cansado de seu longo dia, mas com ânimo suficiente para chegar em casa e não preocupar ninguém, tentando se mostrar sempre como indestrutível ou perfeito. De súbito, tive um outro “salto” pela minha vida e cheguei a uma época que reconheci como sendo minha juventude, já que eu estava com uma aparência um pouco gasta e marcada, e também porque me situei dentro do colégio.

Revi os antigos professores, inspetores e todos aqueles a quem desprezava. As pessoas de meu convívio nada me valiam, era apenas o início do que chamarei de lenta decadência…

Vi também as pessoas de minha turma, loucas como sempre, correndo atrás das gatas e no meio delas vi meu primeiro e único amor que já tive em toda vida. Nesse momento de minha “viagem” tive o ápice: chorando feito louco ao ver aquele rosto novamente que retornava cada vez menos dentro de mim. Tentei falar com ela, como se isso fosse possível, gritei, corri, só para dizer o quanto sentia por tê-la feito sofrer, por acabar com a vida dela para sempre, falar com ela o quanto era importante, o quanto precisava dela, de seu sorriso e olhar, mas sabia que ela não me ouviria.

Comecei a perceber o quanto minha vida tinha sido vazia e sem sentido, não tinha amigos e aqueles que se atreveram a fazê-lo sofreram sérias reações. Certamente, isso iria me ajudar a chegar onde cheguei, além do fundo do poço, porque o fundo era uma coisa boa e isso eu não merecia.

Minha lenta decadência estava em auge; deixei o colégio e como todos os jovens de minha época, fui arrumar um emprego. A partir daí tudo aconteceu muito confuso e rápido, os empregos por onde passei, tudo o que tentei conseguir em minha vida, tudo o que perdi e acabei chegando à sarjeta, que a partir daí se tornou meu novo lar.

Talvez, todos sabemos o que aconteceu: uma coisa chamou outra e cada vez mais eu me destruía. Vivi assim até meus últimos instantes, e pela primeira vez, senti medo. Senti porque não sabia o que estava além, o que aconteceria depois e o que ou quem me esperava.

Não sei ao certo quanto tempo se passou depois, lembro apenas de estar me vendo durante os processos mortuários e tenho a sensação que estive sempre aqui. Lembrei da pessoa que iria escrever minha lápide e corri meus velhos olhos para ela. Ainda não tinha começado seu serviço, mas tinha a mensagem pronta em mãos:

“O tempo passou, e não conseguimos recuperá-lo…
Ele precisou de nós, mas ainda sim o desprezamos.
Não tivemos coragem de falar com ele,
que deve ter ficado muito triste…
Só quero que todos saibam que foi perdoado.
E que o amamos muito, para sempre…”

Ao ver aquelas palavras, percebi tudo e me odiei por não poder dizer que os amava…

Fim.



Ele também vota!
Terça-feira, 1 Julho 2008, 12:39 pm
Arquivado em: Opinião | Etiquetas: , , ,

Copiando o Sérgio Vieira, “em Outubro, NÃO reeleja ninguém…”

Um sujeito comprou uma geladeira nova e pra se livrar da velha, colocou-a em frente à casa com o aviso: ‘De graça.. Se quiser, pode levar’.
A geladeira ficou três dias, sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom demais pra ser verdade, e ele mudou o aviso: ‘Geladeira à venda por R$ 50,00′.
No dia seguinte, ela tinha sido roubada!

Cuidado! Esse tipo de gente vota!

Olhando uma casa para alugar, meu irmão perguntou à corretora de imóveis de que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs.
A corretora perguntou: ‘O sol nasce no norte?’ Quando meu irmão explicou que o sol nasce no Leste (aliás, há um bom tempo isso acontece) ela disse: ‘Eu não me mantenho atualizada a respeito desse tipo de coisa ‘.

Ela também vota!

Antigamente, eu trabalhava em suporte técnico num centro de atendimento a clientes em Manaus. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto. Eu disse a ele: ‘O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.’
Ele perguntou: Pelo horário de Brasília ou pelo horário de Manaus? E pra acabar logo com o assunto, respondi: ‘Horário de Manaus.’

Ele vota!

Meu colega e eu estávamos almoçando no restaurante self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falando a respeito das queimaduras de sol que ela havia tido, ao ir de carro ao litoral.
Estava num conversível, por isso, não pensou que ficaria queimada, pois o carro estava em movimento.

Ela também vota!

Minha cunhada tem uma ferramenta salva-vidas no carro, projetada para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-malas!
Minha cunhada também vota!

Meus amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notamos que os engradados tinham desconto de 10%.
Como era uma festa grande, compramos 2 engradados.. O caixa multiplicou 10% por 2 e nos deu um desconto de 20%.

Ele também vota!

Saí com uma amiga e vimos uma mulher com um aro no nariz, atrelado a um brinco, por meio de uma corrente. Minha amiga disse: ‘Será que a corrente não dá um puxão a cada vez que ela vira a cabeça?’
Expliquei que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independente da pessoa virar a cabeça ou não.

Minha amiga também vota!

Eu não conseguia achar minhas malas na área de bagagens do aeroporto.
Fui, então, até o setor de bagagem extraviada e disse à mulher que minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu e me disse para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos.
‘Apenas me informe… O seu avião já chegou?’

Ela também vota!

Esperando ser atendido numa pizzaria observei um homem pedindo uma pizza para viagem.
Ele estava sozinho e o pizzaiolo perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6..
Ele pensou algum tempo, antes de responder: ‘Corte em 4 pedaços; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços.’

Isso mesmo, ele também vota!

Há alguns anos, em Curitiba, fui comprar uma pizza na Praça Tiradentes. O vendedor disse que a pizza, que estava dividida em 6 partes, custava 12 reais.
Como havia um cartaz anunciando o pedaço de pizza por R$1.50. Pedi 6 pedaços.
O atendente embrulhou os 6 pedaços cuidadosamente. Paguei 9 reais e fui para casa.

Ele também vota.



Seu Lunga (II)
Quarta-feira, 25 Junho 2008, 4:00 pm
Arquivado em: Fotografia | Etiquetas: , , ,

Quando ele disse que iria entregar essa carga a qualquer custo, juro que não acreditei…

Conhecem o Danosse?



George Orwell: 105 anos
Quarta-feira, 25 Junho 2008, 3:35 pm
Arquivado em: Artigo | Etiquetas: , , ,

Nascido: Eric Arthur Blair
Nascimento: 25.06.1903 - Motihari - Índia
Morte: 21.01.1950 - Londres - Inglaterra

George Orwell foi um dos escritores mais influentes do século XX.

Autor de 1984, A Revolução dos Bichos (O Triunfo dos Porcos), Lutando na Espanha e outros importantes livros do século passado, Eric Arthur Blair (seu nome verdadeiro) descreveu em livro todas as suas vivências como guarda na Birmânia ou como professor (A Filha do Reverendo).

Sua obra-prima é a distopia (utopia negativa) de 1984, onde Orwell previu um mundo controlado através da tecnologia, onde a novilíngua e o duplipensar estariam presentes.

Obras

Romances:
• Dias na Birmânia - Burmese Days (1934)
• A Filha do Reverendo - A Clergyman’s Daughter (1935)
• Mantenha o Sistema (O Vil Metal) - Keep the Aspidistra Flying (1936)
• Um Pouco de Ar, Por Favor! (Na sombra de 1984) - Coming up for Air (1939)
• A Revolução dos Bichos (O Triunfo dos Porcos) - Animal Farm (1945)
• 1984 (Mil Novecentos e Oitenta e Quatro) - Nineteen Eighty-Four (1949)

Não-Ficção:
• Na Pior em Paris e Londres (Na Penúria em Paris e Londres) - Down and Out in Paris and London (1933)
• A caminho de Wigan - The Road to Wigan Pier (1937)
• Lutando na Espanha (Homenagem à Catalunha) - Homage to Catalonia (193 8)

Além de inúmeros ensaios e artigos.

Mais informações aqui e aqui, aproveite também, e compre sua obra mais famosa, 1984.



Life on Mars?
Domingo, 22 Junho 2008, 10:22 pm
Arquivado em: Sem Categoria | Etiquetas: , ,

Dirigido por Mick Rock
Julho 1973



Se o mundo fosse perfeito
Sexta-Feira, 20 Junho 2008, 7:55 am
Arquivado em: Sem Categoria | Etiquetas: , ,

Juro que não fui eu quem respondeu essa…

1: O que é pior?
2: Ignorância ou apatia?
3: Eu não sei e não dou a mínima.

Fonte.



Arte de rua
Quinta-feira, 19 Junho 2008, 2:26 pm
Arquivado em: Sem Categoria | Etiquetas: , , ,


Arte de rua

Upload feito originalmente por gaho



Eu, seu
Quinta-feira, 19 Junho 2008, 12:16 pm
Arquivado em: Sem Categoria | Etiquetas: , , ,

Um anjo, uma rosa,
Um rouxinol, uma deusa,
Uma estrela, uma artista.

Algumas eu não possuo
Outras não desejam…

Logo eu, ansioso que sou
Sem destino, sob suspeita.

Qual o ponto em comum entre vocês?

Se eu não as vejo
Ou outro alguém se aproxima:
Rosto corado, coração machucado.

Pensamentos de um dia cinza tão despenteados
Soltos jogados,

Como num dia de vendaval…



O Herói, o Líder, e o Bom
Quarta-feira, 11 Junho 2008, 10:21 am
Arquivado em: Sem Categoria | Etiquetas: , ,



Estrada para Perdição
Quinta-feira, 5 Junho 2008, 8:50 am
Arquivado em: Sem Categoria | Etiquetas: , , , , ,


Estrada para Perdição

Upload feito originalmente por gaho